sábado, 30 de agosto de 2014


                   Analfabetismo Voluntário engolindo a sociedade










É notório que esse tema “  Analfabetos Voluntários “ de J.R.Guzzo é bem sugestivo , publicado na revista Veja de 11 de junho de 2014. Ao ler o artigo pude repensar bastante minha vida e minha concepção sobre o que de fato é o analfabeto.
Dentre os erros comuns estão: Análise equivocada do perfil do analfabeto ,principalmente nós que somos docentes ,temos a tendência de definir alfabetização como  domínio da grafia e fonética apenas. O aluno pode aprender a ler e escrever , mas se não consegue inferir sobre o texto ,interagindo  e relacionando com seu verdadeiro sentido, pode  sim ser considerado um analfabeto. Existe o erro de se pensar que a formação acadêmica nos exime da qualificação de analfabeto voluntário, como se a graduação fosse um escudo, e na verdade não é.
Percebe-se na abordagem da revista Veja que este tipo de analfabeto ele escolhe ser analfabeto, dentre eles estão altos executivos, profissionais liberais eu iria mais além  incluiria até professores.... professores analfabetos voluntários? Sim   os professores correm um sério risco de pensar que já dominam o conhecimento e não precisam ler mais.  Já leram muito na faculdade! Erro infantil, e estúpido!
Além disso o  fato das pessoas possuírem graduação ou alguma pós -graduação se sentirem acima do bem e do mal e dispensarem  o hábito de ler com inferência ,interagindo de forma eficaz com a leitura, os tornam analfabetos voluntários.
Grandes clássicos que já venderam bilhões de cópias sendo trocados por textos expressos da internet. Na grande rede mundial  encontra-se muita coisa boa para se ler, mas a forma que as pessoas utilizam a internet as transformam em  analfabetos voluntários,, as expressões para facilitar a comunicação como : tb(também) vc(você),blz (beleza) rsrsrs (não sei o que é)  kkkkkk (risos), criou um novo tipo de comunicação que torna a prática da leitura sem valor,pois a ênfase é dada ao som ,vídeo e bate papo  rápido, onde se utilize  o mínimo ou nada de comunicação escrita.
Quando Guzzo fala do paradoxo da internet é bem preocupante ,principalmente pelo fato da  rejeição total da leitura por  tanta gente ,achando o hábito de ler um “porre”, se as pessoas adotam para suas vidas apenas os textos expressos da internet, estão com  pouca informação ou informação recheada de desinformação, pois muito dos conteúdos online são de fonte duvidosa. Saem da  faculdade sem uma conexão cerebral, a capacidade de  articulação  de ideias, fazer proposições e analises. Percebe-se isto no tipo de profissional tímido  para ter iniciativas seguras em relação a profissão. Por exemplo um advogado que  lê pouco, com certeza não é um bom profissional , pois as leis estão em constante mutação, professores universitários que  tem apenas o título e não se atualizam nos novos conceitos  e descobertas, eles apenas repousam no seu conhecimento e se protegem com o escudo do diploma,” verdadeiro analfabeto voluntário”.
Portanto a pessoa que não gosta de ler está  sofrendo um processo  letal de emburricemento crônico, também conhecido como analfabetismo voluntário, a pessoa  é analfabeto porque quer !Não quer crescer! Quem não consegue ler, não vai ler o mundo  que vivemos e sofrerá  as consequências de ir na fileira  de devotos dos poderosos, justamente por não ter conteúdo, pois somente  quem lê tem .
Diante disto é bom se pensar onde  estaremos com uma sociedade composta de pessoas que optam por não ler?  Eu respondo! Esteremos numa verdadeira Babel de pseudo-comunicações,pseudo-escritores e pseudo-leitores.
Justamente pelo fato da sociedade clamar por um tipo de leitura que não produza pensadores, formadores de opinião e sim  pessoas passivas que apenas seguem na fila parecidas com as outras que se alienaram por falta de conteúdo.


Gilberto Penha de Andrade
Pedagogo-Especializando em Desenvolvimento humano e Gestão Publica em Raças e etnias


Um comentário:

Lindberg Morais disse...

Prezado Gilberto minha gratidão pela oportunidade. Realmente precisamos rever e agir para uma ação política que pense e execute outro nível de desenvolvimento humano, uma lógica inversa ao imposto pela ditadura do capitalismo. Essa utopia se torna viável quando se pensa numa escola pública de qualidade, lugar de construção da Democracia, a Idéia de Anísio. Aqui dedico minhas pesquisas, Teixeira, ao meu ver, indicava ali (década de 30 do século passado) as "veias abertas" da Pedagogia Social, que o próprio governo e os "interessados" pela Pátria livre, resolveram amputar. Esses motivos me levaram a vida política partidária em busca de novos horizontes. Fraterno abraço meu amigo.